A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) participou, nesta sexta-feira (23), de uma reunião com o superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jeová Lins, e sua equipe, para discutir os impactos da recente exigência de utilização exclusiva de equipamentos nacionalizados nas operações da linha de financiamento FNE Sol.
Durante o encontro, a APER apresentou os principais efeitos da medida sobre o setor fotovoltaico, destacando o aumento expressivo dos custos dos projetos, com diferenças de preços que podem chegar a 70% a 80% entre equipamentos nacionalizados (FINAME) e os importados. Também foram abordadas a limitação do portfólio tecnológico disponível no mercado, os impactos negativos sobre as empresas integradoras, a redução do potencial de geração de empregos no Estado e o descompasso entre o objetivo de fomento à indústria nacional e a realidade atual do setor solar fotovoltaico.
Vale ressaltar que essa mesma ação está sendo realizada simultaneamente em todos os Estados atendidos pelo BNB, por meio das associações que integram as frentes estaduais do Movimento Solar Livre, o que reforça o caráter nacional da pauta e a relevância do tema para todo o setor.
Estiveram presentes também na reunião os associados Paulo Morais, presidente do Conselho Deliberativo da APER, e Waldemilson, da empresa Casa Solar, que relataram de forma objetiva as dificuldades práticas enfrentadas em suas empresas e o elevado nível de insatisfação gerado pela atual política de financiamento.
Na ocasião, o presidente da APER, Williman Oliveira, entregou em mãos ao superintendente um ofício contendo informações técnicas, econômicas e operacionais que evidenciam as preocupações e o descontentamento das empresas do setor. Ao final do encontro, Jeová Lins ouviu atentamente as exposições, recebeu oficialmente o documento e informou que levará o tema para discussão na reunião geral do Banco, visando avaliar a pauta e, posteriormente, fornecer um feedback à Associação.
